26 de setembro de 2008

O ADEUS À BRISA

Fechei, hoje, a montagem de imagem do meu documentário sobre a figura de Urbano Tavares Rodrigues.
Era para mim uma evidência fazer um filme sobre uma figura a quem o país deve muito. Pelo seu exemplo, coragem, generosidade e talento.
Numa época em que parece ter desaparecido do mapa a figura do Outro, é bom concluir um filme sobre alguém que no meio de todas as tormentas defendeu sempre a ideia de um mundo em que o "homem é irmão do homem".
É por isso que usei o título de um dos seus romances. Para que no meio deste ar seco de humanidade sopre de novo uma qualquer brisa que nos alivie.

1 comentário:

Lúcia disse...

A última frase espelha muito bem o que penso do Urbano. E enquanto formos sentindo essas raras brisas, vamos-nos reconfortando. Mas darmos conta delas é sinal de que o "ar seco da humanidade" prevalece.